|
|
August 22 As autoras (e os autores) do feminismo tentam
compreender a natureza da desigualdade e enfocam a política
dos sexos, relação de poder e sexualidade.
Ativistas políticas feministas advogam a igualdade social,
política e econômica entre os sexos, inscrita inclusivamente
nas constituições e tratados internacionais. Tentam
esclarecer questões sobre temas como direitos reprodutivos,
a posição da mulher como objeto
(essencialmente sexual), violência sexual e doméstica,
licença pós-parto, igualdade salarial, assédio sexual,
discriminação no trabalho,
pornografia e patriarcalismo.
Qual o seu papel no feminismo? Você aplica o feminismo
no seu cotidiano? Começar por você já é um passo significante!
Expressão Zine
August 18
Transgênicos são plantas criadas em laboratório com técnicas da engenharia genética que permitem “cortar e colar” genes de um organismo para outro, mudando a forma do organismo e manipulando sua estrutura natural a fim de obter características específicas. Não há limite para essa técnica; por exemplo, é possível criar combinações nunca imaginadas como animais com plantas e bactérias. Você sabia que os transgênicos podem:
- Aumentar a resistência a antibióticos? - Causar alergias? - Contaminar plantações vizinhas? - São ilegais no Brasil por não respeitarem a Lei de Biosegurança e o Código de Defesa do Consumidor? - Na América Latina os pequenos agricultores são responsáveis pela produção de 50% das batatas, 60% do milho e 70% do feijão? - A adoção de métodos de agricultura ecológica possibilitam um aumento médio de 73% na produção de alimento?
Portanto, diga NÃO aos Transgênicos!
Saiba mais sobre Transgênicos AQUI
Texto esse que está na terceira edição do Expressão Zine August 09 Parto do pressuposto que é sabido que as riot grrrls são feministas ativistas e procuram a igualdade e não discriminam a pessoa pela cor, sexo, idade, orientação sexual, gosto, enfim... não discriminam a pessoa por ela ser quem ela é, acreditam no “seja você mesm@”. O que eu gostaria de fazer com esse texto é chamar todas vocês riot grrrls, principalmente porque a cena riot está parada e sem rumo, a se levantarem. O "ser riot" é confundido com muitas coisas, tais como ser dyke ( lésbica ) ou não, ser feminina ou não, enfim, diversas coisas. Eu não quero definir nenhum padrão para o riot, pelo contrário, eu acredito que ser o que você é, de fato, já faz de você uma riot e é isso que as pessoas se esqueceram. Eu proponho que as riot se organizem em coletivos novamente e sejam mais ativas. Analisem as propostas do feminismo e apliquem elas nas suas vidas. Quando eu digo aplicar as idéias eu não digo só "ajudar a vizinha que sofreu algum tipo de violência" ( afinal isso não é menos importante!) mas sim deixar de se preocupar [ DE VERDADE] com o fato de você "estar gordinha" ou "aquela vaca que deu em cima do meu amor" ou até "heterofobia" [ q infelizmente tem ocorrido]. Também peço para vocês riots que parem de repelir os garotos. Estão surgindo cada vez mais riot boys e muitos deles de fato possuem uma proposta muito boa e são muito mais feministas que muita menina por aí. As riot muitas vezes são vistas como garotinhas toscas (...)e não é agradável ser riot e ter como sinônimo “tosca”. Essa opinião deve ser mudada e não vai ser odiando quem fala isso que vamos mudá-la. Pelo contrário, eu acredito que devemos saber quais são os motivos que levam a sermos consideradas tão alienadas e "inativas" e mudar isso. Não precisamos sair provando que somos rebeldezinhas, só precisamos mostrar que temos visão critica das coisas e que não somos preconceituosas como pensam que somos. Sim, ainda correm boatos de que as riot são "anti-homem". Sinceramente eu não acredito que essa seja a idéia, mesmo porque muitos deles estão conosco na luta "anti-machismo", já que os mesmos também são muito reprimidos pelo machismo. Precisamos mudar algumas de nossas posturas antes de tentar mudar a postura dos outros. Seja você feminista de fato e depois tente aplicar o feminismo na sociedade. Começar por você já é um passo significativo.
Por Mah Paiva Contato: mah_nt@hotmail.com
Texto esse que está na terceira edição do Expressão Zine
August 05 Feminismo, uma palavra que causa um certo impacto e receio a uma sociedade falsamente equiparada, machista, puritana e conservadora. Mas esta mesma palavra que dá voz e autonomia as mulheres bitoladas. É, de fato, muito difícil predefinir o que venha ser feminismo, pois, esse termo exprime todo um processo histórico e político que foi fundamentado no passado, mas que se alimenta na nossa vida cotidiana e que não tem um ponto predeterminado de chegada. Assim como todo processo de transformação, contém contradições, avanços, recuos, medos e alegrias. O movimento feminista aparece num momento histórico em que outros movimentos de libertação criticam a existência de formas de pressão. Rompendo seu silêncio, movimentos negros, de minorias étnicas, de gays, ecologistas, se organizam em torno de sua especificidade e buscam a superação das desigualdades sociais. Claro que, feminismo teórico é muito mais fácil do que o praticante. A militância feminista aparece em torno de cursos, debates, palestras, pesquisas, campanhas, formação de centros, editoras, clínicas de saúde, SOS, Casa da Mulher, manifestações culturais e as outras diversas formas de expressão e prática do movimento. O feminismo busca recriar a identidade do sexo sob uma ótica em que o indivíduo, seja ele homem ou mulher, não tem a obrigação de adaptar-se a modelos sociais pré-estabelecidos. Que as diferenças entre os sexos não se tornem uma guerra pelo poder, onde exista o dominador e o dominado. Ou seja, “ser feminista”, não é somente berrar para os quatro ventos: SOU LÉSBICA (até porque isso é uma questão de orientação sexual e irrelevante nesse momento), feminismo vai muito mais além disso, e não é só freqüentar festivais feministas anualmente... Mas sim, ser de fato feminista e não se calar enquanto sua vizinha sofre uma violência doméstica, enquanto seu parente sofre um abuso sexual ou estupro, ou até mesmo quando você sofre uma violência moral no seu local de trabalho. Seja você, de fato feminista, insira o feminismo na sua vida, depois o aplique no seu cotidiano.
Por Rafael Pinheiro
Saiba mais sobre meu fanzine feminista: Expressão Zine August 04
Se alguma fuga aos modelos impostos a homens e mulheres na sociedade capitalista existiu, nunca chegou a suscitar em movimentos sociais nos últimos vinte anos. Um desses desvios está o homossexualismo, principalmente o masculino, pela rejeição ao padrão machista e patriarcal. O homossexualismo feminino ainda conseguiu se manter encoberto durante há alguns anos, devido à facilidade de contato físico e afetivo entre as mulheres. Talvez, pelo fato da educação ser construída nas relações de gênero, onde a mulher é criada com mais sensibilidade e com um afeto maior em relação à educação que o homem recebe. O homossexualismo causa impacto na sociedade e nos costumes da mesma, pois implica no lar e na maternidade. Ameaça estruturas patriarcais, como: casamento e conseqüentemente a família. O homossexualismo masculino, considerado a única forma a aversão a sociedade capitalista, o homem deixa de lado seu papel (autoritário) de machão e adere-se ao papel frágil (dado à mulher). Ou seja, todas as qualidades referentes à mulher (sensibilidade, imaginação, vaidade, etcs.) que agora passa a ser dele também, será detestável na visão pública. O homossexualismo masculino representou para as mulheres um certo pânico, pois eles passaram a competir uns com uns outros. Quando o movimento gay amadureceu, conseguiu fortes aliadas no movimento feminista. Lutando para, transformar os gays em pessoas que amam outras pessoas do mesmo sexo e não simples objetos de desvios de padrões “normais”. Os movimentos feministas, na medida em que despertaram na mulher sentimentos de sua dignidade como ser humano e apontando a opressão como um modelo moldado pela sociedade, começaram então a romper certos dogmas, surgindo novos modelos. Romperam impasses no lar, no casamento e na maternidade. Certamente, as mulheres continuarão a ser mães (as que quiserem e quando quiserem), mas não se reduzirão à maternidade. Não precisarão mais ser “donas” do lar, as detestáveis “patroas”. Dividirão com o companheiro todas as tarefas referentes ao cuidado com a casa e a prole, mas também o seu afeto e a sua sexualidade. Mas para isto é necessário que surjam novos homens e novas mulheres.
Por Rafael Pinheiro
Saiba mais sobre meu fanzine feminista: Expressão Zine
|